Em 1947, em assembleia realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha, foi deliberada a divisão da Palestina em dois Estados, o Estado Judeu e o Estado Árabe. Em maio de 1948, os judeus, liderados por David Bem Gurion com apoio dos EUA e Inglaterra, fundaram oficialmente o Estado de Israel. No entanto, o Estado árabe prenunciado pela ONU nessa partilha não foi estabelecido e os palestinos lutam até hoje para ter o seu Estado. Esse episódio foi denominado Questão Palestina.

A criação do Estado de Israel culminou no primeiro conflito árabe israelense. Com o apoio militar e financeiro recebido dos EUA e da Inglaterra, Israel venceu a guerra e dominou mais da metade do território reservado aos árabes no plano de divisão da ONU. Com a derrota da guerra de 1948, cerca de meio milhão de palestinos foram obrigados a deixar a terra em que viviam para se refugiar em países vizinhos.

A Faixa de Gaza precisa de pelo menos quatro bilhões de dólares para a reconstrução da faixa de Gaza poderá ter um custo de 12 bilhões de dólares. Com tempo estimado nesta reconstrução em aproximadamente dez anos até ser finalmente concluída.

Os ataques nos territórios palestinos, especialmente em Gaza, vêm causando a destruição da economia, da esperança de paz na região, a violação dos direitos civis dos palestinos pelo regime israelense ao impedir o uso seus próprios recursos naturais e de suas moradias em sua própria terra deixa a situação ainda mais tensa. O terrorismo de estado praticado por Israel é simbolizado pela ação dos soldados israelenses que além de destruírem as casas dos palestinos não permitem que seus moradores levem consigo seus pertences, numa clara intenção de humilhação.

O desastre humanitário nesta última ofensiva do exercito de Israel contra Gaza custou a vida de mais de 2.000 palestinos, a maioria destes civis, incluindo mulheres, idosos e mais de 500 crianças. Culminando com a destruição de milhares Casas, escolas e hospitais. Diante do holocausto contra o povo Palestino as forças democráticas e progressistas do mundo vêm se posicionando, condenando energicamente as ações terroristas do estado de Israel contra este povo indefeso.

A CONAM condena o genocídio ao povo palestino, se solidariza com as famílias das vítimas neste momento de horror, conclama as forças democráticas e progressistas do país a somarem esforços visando barrar a barbárie Israelense, compreende que a ONU precisa condenar os ataques à palestina, assegurando ao mundo um ambiente de paz e comunhão entre os povos, em que a relações de respeito e solidariedade sejam a tônica, comportamento civilizado entre as nações no futuro.

Viva a Paz!
Viva a soberania das nações!
Viva a solidariedade entre os povos!

Diretoria Executiva da CONAM
São Paulo, 31 de agosto de 2014