Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil*
Edição: Jorge Wamburg

Ministro Rosseto e Movimentos SociaisO ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, reuniu-se hoje (4), no Palácio do Planalto, com representantes sindicais, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de movimentos sociais, na sequência de encontros com entidades da sociedade civil para tratar da reforma política.

Em nota, a Secretaria-Geral informou que Rossetto “reafirmou a importância da mobilização da sociedade civil diante da urgência da reforma política”, em que defende o fim do financiamento privado aos partidos e às campanhas eleitorais, “decisiva para a democracia e a sociedade brasileira”.

“Foi um primeiro diálogo. [O ministro] não colocou posições enquanto governo, foi mais de ouvir e entender as diferentes propostas que estão nesse tema”, explicou Paola Estrada, membro do Plebiscito por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, campanha que reúne diversas organizações para pautar o tema no Congresso Nacional.

Paola disse ainda que está marcado para o dia 12 de março um ato nacional pelo plebiscito, e que pretende “botar muita gente na rua”. Movimentos sociais já conseguiram 7,7 milhões de assinaturas, coletadas por cerca de 2 mil comitês populares distribuídos por todo o país.

No fim de janeiro, Rossetto iniciou a articulação sobre o tema com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). “Estou absolutamente seguro dessa urgência de iniciativas em relação à reforma política, que serão um tema tratado pelo Congresso Nacional com ampla participação da sociedade brasileira, e esta é uma agenda para 2015. Eu penso que, a partir de março, temos todas as condições para retomar o tema”, avaliou o ministro na ocasião. Amanhã (5), Rossetto tem reunião marcada com o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Raimundo Damasceno, para tratar do assunto.

Um movimento liderado pela OAB, com a participação de 102 entidades da sociedade civil, trabalha para alcançar, até lá, mais de 1,5 milhão de assinaturas, necessárias para viabilizar a apresentação do projeto de lei no Parlamento. O ex-presidente da OAB e presidente da Comissão Especial pela Reforma Política da entidade, Cezar Britto, disse que o projeto já tem 600 mil assinaturas de apoio popular, sendo 300 mil virtuais e 300 mil físicas.

* Colaborou Danilo Macedo

Fonte: Agência Brasil