Com objetivo de debater o contexto e caminhos para a realização da 15ª Conferência Nacional de Saúde, convidados e conselheiros de saúde se encontraram em Brasília/DF, durante a 55ª Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Saúde, em 18 de julho de 2014.

O primeiro item de pauta foi a aprovação do manifesto que apresenta à sociedade a Agenda Propositiva para a Saúde nas Eleições 2014. Entre as propostas estão a garantia do direito à saúde e acesso a cuidados de qualidade, valorização do trabalho, educação na saúde e fortalecimento da participação social na saúde.

A mobilização da sociedade foi um dos pontos mais comentados pelos presentes. Conselheiros de saúde percebem a necessidade de desenvolver um processo que envolva todos os segmentos de saúde, incluindo os usuários que não participam ativamente das discussões, como observa a conselheira Verônica Lourenço, da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL).”Um percentual muito alto da sociedade de fato não sabe o que é conferência”, garante.

Kátia Souto, da Coordenação Geral de Apoio à Gestão Participativa e ao Controle Social (DAGEP/SGEP/MS), levantou a importância de trabalhar a Conferência dentro e fora dos Conselhos de Saúde, além das suas entidades. A conselheira sustenta que a mobilização da 15ª seja assumida internamente por cada entidade na sua forma de organização.

Visar a criação de um processo de Conferência que dialogue com o Plano Nacional de Saúde para a definição de políticas públicas concretas é a percepção do conselheiro Ronald Ferreira, da Federação Nacional dos Farmacêuticos. “A questão central está em como nesse processo nós envolveremos e fortaleceremos as organizações que aqui têm representação”, afirma.

Diversos conselheiros, como Carlos Ferrari, da Organização Nacional dos Cegos do Brasil, percebem a importância da atenção à acessibilidade em todas as etapas de realização da Conferência, inclusive em sua mobilização. “Entendo que já na etapa de mobilização é fundamental que a gente se debruce em um Manual Orientador para que os municípios e estados não incorram o erro de fazer conferências que excluam pessoas”, assegura o conselheiro do Conselho Nacional de Saúde.

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Conselho Nacional de Saúde
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