O Programa Mais Médicos visa aumentar o efetivo médico nas regiões sem profissionais, municípios do interior e periferias de grandes cidades exclusivamente na atenção básica, com médicos brasileiros e estrangeiros. Mais de 4 mil municípios aderiram ao Programa e apontaram 16.625 vagas para atuação nas unidades básicas de saúde. Os trabalhos desses profissionais devem ser fiscalizados pelos Conselhos Regionais de Medicina, órgãos também responsáveis por liberar os registros provisórios para os médicos estrangeiros. Dos 1.096 médicos brasileiros que confirmaram participação na primeira etapa do programa, menos da metade se apresentou para trabalhar nos municípios. Já dos 670 médicos estrangeiros inscritos, 276 já estão em atividade e 394 aguardam a liberação do registro.

O Programa Mais Médicos é estratégico para o SUS e para o povo, porque busca uma ação multifatorial, conjugando diversas estratégias que vão desde a proposta para melhorar a razão médico habitante no país – que atualmente é de 1,8 por mil habitantes, abaixo de países como Argentina, Uruguay e Venezuela – além de priorizar o investimento de mais de 7 bilhões na construção, reforma e melhorias das unidades básica de saúde da atenção primária,  bem como de UPAs e Hospitais Públicos, tudo isso aliado a uma politica de educação permanente que visa a integração plena do ensino em serviço ampliando a inserção do médico em formação nas unidades de atendimento do SUS e desenvolvendo seu conhecimento sobre a realidade da saúde da população brasileira.Entendemos que o Programa Mais Médicos diminuirá a exclusão social e principalmente a carência de médicos nas regiões periféricas das grandes cidades, das comunidades indígenas e de pequenos municípios com baixo índice de desenvolvimento humano, contribuindo para superar as desigualdades regionais na área de saúde com o fortalecimento do SUS por meio da atenção básica.

  • A MP busca garantir uma reordenação da oferta de cursos de medicina criando 11 mil novas vagas para medicina até o ano de 2015, priorizando regiões de saúde com menor relação de vagas e médicos por habitante, bem como oferecer 22 mil novas vagas de residência médica.
  • Ter mais médicos no SUS, inclusive nos 700 municípios brasileiros onde hoje não existe médico algum, facilita a luta pelas demais condições, até porque a falta dessas condições fica mais evidente quando não há médicos. O MAIS MÉDICOS fortalece o SUS, isolando aqueles que almejam privatizar e mercantilizar cada vez mais a saúde no Brasil.