A CONAM que defende a saúde pública e de qualidade, a onde o acolhimento seja a tônica do atendimento e todos os brasileiros tenham assegurado o direito à saúde, e considera o Programa Mais Médico uma medida avançada no sentido que esta visa melhorar o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde – SUS.

Além de investimento necessário em infraestrutura dos hospitais e unidades básicas de saúde, o programa vai levar médicos para as regiões mais distantes dos grandes centros urbanos que comprovadamente sofrem com a falta destes profissionais. Com médicos atuando na atenção básica e na saúde preventiva nas periferias das grandes cidades e municípios do interior do país, parcelas significativas da população passam há ter mais médicos e mais acesso à saúde.

O programa garante e assegura que a prioridade é preencher a maioria das vagas com médicos brasileiros. No entanto é mais do que certo que, aquelas que não forem preenchidas, serão ocupadas por médicos estrangeiros objetivando resolver esse problema, que é urgente no país.

Trazer profissionais do exterior é prática antiga em países como os Estados Unidos, a Rússia e muitos outros. Todo esforço do gestor nessa hora é louvável, porque as periferias e os municípios distantes não podem esperar muito tempo para receberem médicos para o atendimento da população que é usuária do SUS.

Este programa além de levar médicos para regiões mais carentes do país ele também contribui como medida estruturante visando diminuir a carência de profissionais na medida em que a mudança na formação dos estudantes de Medicina vai aproximar ainda mais os novos médicos à realidade da saúde do país.

As propostas de alteração na grade curricular dos cursos de medicina, as quais passam a levar em conta o SUS, a partir de 1º janeiro de 2015, e que os alunos que ingressarem na graduação deverão atuar e ter presente esse compromisso com a saúde publica em unidades básicas e na urgência e emergência do SUS, Objetivando formar uma rede de profissionais com  capacidade  necessária para os novos desafios.

Do ponto de vista social, esta é uma medida avançada, se considerar que o formando de hoje é treinado para transformar a residência em especialização, ditada pelo mercado, que na verdade é um estagio para ele ter seu consultório particular, fortalecendo a saúde privada em detrimento da saúde publica.

Hoje, o Brasil possui 1,8 médicos por mil habitantes. Esse índice é menor do que em outros países, como a Argentina (3,2), Uruguai (3,7), Portugal (3,9) e Espanha (4). Além da carência dos profissionais, o Brasil sofre com uma distribuição desigual de médicos nas regiões – 22 estados possuem número de médicos abaixo da média nacional.

Importante mencionar que recente pesquisa do IPEA, realizada com 2.273 pacientes do SUS, mostrou que a falta de médicos é o principal problema de 58% daqueles que usam a rede pública. Hoje no Brasil atuam 300 mil médicos no exercício da profissão e 700 municípios (15% do total) sem um único profissional de saúde (Isto É, 10/07/2013), os números por si justificam a necessidade de levar o maior número possível de médicos aos mais distantes rincões do nosso Brasil. Todo o apoio ao programa.

Pelo o Fortalecimento do SUS!

Confederação Nacional das Associações de Moradores
CONAM